Tipos de Deficiência Visual?
Cegueira: é a ausência total da acuidade visual .Baixa visão: é a ausência parcial da acuidade visual.
Ambas podem ser resultado de uma série de problemas pré e pós - natal que podem ser congênitas ou adquiridas. Nesses casos, após diagnosticados os problemas, devem-se utilizar recursos ópticos e não ópticos que minimizem as dificuldades provenientes entre os quais destacam-se telescópios, alfabeto braile e lupas (Felicetti e Santos, 2016).
Entre as causas da cegueira ou da baixa visão podem estar glaucoma, retinocoroidite da prematuridade, rubéola, catarata congênita, toxoplasmose congênita.
Entre as causas da cegueira ou da baixa visão podem estar glaucoma, retinocoroidite da prematuridade, rubéola, catarata congênita, toxoplasmose congênita.
O vídeo acima é um ótimo exemplo de como os professores devem estar atentos para as propostas pedagógicas e como devem ter sensibilidade para adaptá-las a realidade do aluno.
O que é Tecnologia Assistiva?
As Tecnologias assistivas (TA) podem ser entendidas como recursos ou serviços que facilitam o desenvolvimento de alguma habilidade funcional para indivíduos com necessidades específicas de ordem física, psicológica e cognitiva. São recursos como, por exemplo, talheres modificados, suportes para utensílios domésticos, pranchas de comunicação, computadores e softwares, teclados modificados, impressoras braile, órteses e próteses, projetos arquitetônicos de acessibilidade. Também, serviços de atendimento especializado como o atendimento educacional especializado, fisioterapia e fonoaudiologia (Felicetti e Santos, 2016, p. 2). Alguns exemplos de tecnologias assistivas são mouses diferenciados, teclados virtuais com varreduras e acionadores, softwares de comunicação alternativa, leitores de texto, textos ampliados, mobiliário urbano acessível, bengala, cão guia, cadeiras adaptadas, Brainport (tecnologia de substituição de tátil-visual), entre outras.
Alfabeto Braille
Cão guia e bengala simples
Bengala sensorial
Óculos com GPS
Abaixo cito trechos do Artigo do ex colega Adrian Rizzo que tem o título de: Ensino do Sistema Solar para alunos com e sem deficiência visual: proposta de um ensino inclusivo, 2014.
Uma vertente que está cada vez mais presente nas escolas é a inclusão de alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) em turmas regulares. As necessidades educacionais de todos os alunos exige do professor didáticas verdadeiramente inclusivas. Segundo Camargo (2012), didáticas verdadeiramente inclusivas são o conjunto de ações e procedimentos educacionais adequados a todos os perfis dos alunos, sem discriminação entre os alunos com ou sem NEE. No entanto, Oliveira et al (2011) constataram que, no quadro de formação inicial de professores de biologia, física e química das Universidades Públicas Federais, há uma carência no currículo sobre o tema inclusão. Essa carência, segundo Glat e Pletsch (2004), é bastante preocupante, pois os futuros docentes não estão sendo preparados para atuarem sob o novo paradigma da escola aberta a diversidade .
Dickman e Ferreira (2008), mediante entrevistas com professores e alunos cegos, constataram que o processo de ensino-aprendizagem em física para alunos cegos pode ser mais bem sucedido com a experimentação e utilização de materiais táteis-visuais. Uma possibilidade de tornar a aprendizagem significativa para alunos com deficiência visual é utilização de didáticas multissensoriais. Soler (1999) afirma que é importante adaptar os materiais táteis-visuais em alto-relevo e com contrastes de modo a facilitar a utilização do tato e da visão residual, no caso de estudantes com baixa visão.
Como pratica desenvolvida durante a graduação trago algumas produções pessoais de materiais pensados para alunos com deficiência visual em aulas de física. Os materiais são táteis-visuais, construídos com materiais de baixo custo e de fácil construção. Todos os materiais foram construídos e pintados com diferentes cores e com alto relevo para explorar a visão residual dos alunos. Seguem imagens desenvolvidas durante o período de graduação junto ao Núcleo de Atendimento às pessoas com necessidades específicas.
Ondas eletromagnéticas (em alto relevo e descrição em braile)
Ensinar campo magnético
Circuito elétrico adaptado
Ondas construtivas
Propriedades dos raios luminosos










O quê você faria para incluir um aluno deficiente visual em suas aulas?
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